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Augustus De Morgan
Período: 1806 a 1871 d.C.
Assuntos matemáticos envolvidos:

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Augustus De Morgan, quinto filho de John De Morgan, um tenente-coronel em serviço na Índia, perdeu a visão do olho direito logo após o nascimento. Com sete meses de idade foi para a Inglaterra com a família e aos 10 anos perdeu seu pai. Na escola foi muitas vezes vítima de piadas e brincadeiras cruéis de seus companheiros devido a sua inaptidão física.

De Morgan ingressou no Trinity College, em Cambridge, em 1823, com 16 anos. Peacock e Whewell foram seus professores e amigos. Graduou-se como 4 Wrangler (distinção máxima em matemática oferecida por Cambridge). Entretando não consegui ingressar no mestrado pois recusou submeter-se ao exame religioso necessário. Voltou para a sua casa em Londres em 1826 e estudou advocacia. Em 1827 foi nomeado professor de matemática no recém fundado University College de Londres.

Em 1830 publicou o livro Elements of Arithmetic. Em 1831 ajudou a fundar a British Association for the Advancement Science e num certo sentido uniu-se a Peacock para formar a cescola inglesa de matemática.

Em 1838 De Morgan publica o artigo Induction (Mathematics) na Penny Cyclopedia, que era mantida pela Society for the Diffusion of Useful Knowledge. Neste artigo é introduzido o conceito de indução matemática.

Outra importante publicação de De Morgan foi Trigonometry and double álgebra, em 1849, na qual ele fornece uma interpretação geométrica para os números complexos.

De Morgan sabia da existência de álgebras diferentes da álgebra ordinária e contribuiu para o desenvolvimento da álgebra abstrata. Ele percebeu que indo da álgebra simples do sistema numérico, para a álgebra dupla dos complexos, as regras de operação permaneciam as mesmas. Ele acreditava que essas duas formas esgotavam os possíveis tipos de álgebras e que seria impossível desenvolver uma álgebra tripla ou quádrupla. Entretanto, posteriormente outro matemático, Hamilton, mostrou que De Morgan estava errado

De Morgan escreveu trabalhos sobre os fundamentos de álgebra, calculo diferencial, lógica e teoria das probabilidades. Tocava flauta primordiosamente, era sempre uma compania agradável e um amante declarado da vida nas grandes cidades. Tinha forte inclinação por quebra cabeças e adivinhações, e quando lhe perguntavam sua idade, ele respondia: eu tinha x anos de idade no ano x2. Amava enigmas, tanto que reuniu alguns no seu conhecido Budget of Paradoxes, editado após sua morte por sua viúva.

 

Alterado em: 25/02/2008, 30/06/2005, 28/01/2003
Texto de: Fernanda Buhrer Rizzato; supervisão e orientação: prof. Doutor Francisco César Polcino Milies; revisão LOB
Bibliografia:

Compilado em: 26 de Fevereiro de 2008

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